Marcha das Vadias acontece neste sábado 31-05-2014

Bloco das Pretas x Marcha das Vadias

 Como o movimento Marcha das Vadias é visto por seus integrantes e pelo movimento Bloco das Pretas. O termo vadia tem o mesmo peso para todas as mulheres – brancas, negras, hétero ou lésbicas, pobres ou ricas?

 Marcha das Vadias

“Uma das propostas da marcha é ressignificar o termo vadia, normalmente usado para desqualificar a mulher quando ela diz sim e também quando ela diz não a um homem. Esse é, portanto, um xingamento machista, que pretende desvalorizar a mulher que exerce sua liberdade, com o objetivo de cercear essa mesma liberdade. A marcha quer denunciar esse machismo e empoderar mulheres: se ser vadia é ser livre, somos sim vadias, assumimos abertamente essa liberdade e não abrimos mão dela. Não nos intimidaremos com investidas de quem quer nos constranger.”

 

Daniela Vaz, professora do Departamento de Fisioterapia da UFMG, filiada à rede feminista de saúde

Daniela Vaz, professora do Departamento de Fisioterapia da UFMG, filiada à rede feminista de saúde

 

Bloco das Pretas

 

“Nós, pretas, não concordamos com o termo “vadia”. Constantemente, somos julgadas por meio desse termo, quando usamos nossas roupas curtas. São coisas que fazemos muito antes das feministas brancas militarem pela liberdade dos seus corpos, quando abortamos sem recursos de saúde, quando somos livres para nos relacionar com quantos quisermos ou quando dançamos e cantamos o funk – quando a mulher branca é para casar e a preta é para ‘trepar’!”

Caroline Botelho, graduanda em Biblioteconomia

Caroline Botelho, graduanda em Biblioteconomia

Clique aqui e confira a entrevista completa.
Silvia Lima

Silvia Lima

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DIÁRIO DE BORDO – 4º MOMENTO 25/04/2014

O Bloco das Pretas marcou presença na quinta edição, o Juventude oKupa a Cidade: fazendo política além dos limites reuniram/ocuparam diversos grupos juvenis de Belo Horizonte e Região Metropolitana nasexta feira, 25 de abril de 2014 no centro de Belo Horizonte com entrada franca e classificação livre

A proposta do evento foi apresentar/discutir diferentes formas de ocupação do espaço urbano, entendendo essas manifestações como modos legítimos de participação social. O 5º ocupa contou com apresentações artístico-culturais de diferentes grupos juvenis de Belo Horizonte e Região Metropolitana, além de um debate sobre o Estatuto da Juventude, lei que garante os direitos da população jovem no país e que está em vigor desde o último dia 2 de fevereiro. Continue reading

DIÁRIO DE BORDO – 3º MOMENTO 30/03/2014

Participamos de um encontro onde as integrantes do Bloco das Pretas, se reuniram para debater assuntos administrativos e da organização das programações que iram se realizadas pelo Bloco neste ano de 2014. Encontramos próxima a Estação Central de Metrô de Belo Horizonte, no centro da cidade, num domingo, na data 30 de março de 2014, às 18 horas.

Foi nosso primeiro contato pessoalmente com o Bloco. Estávamos eu (Rute Abreu), Silvia Lima e Israel Alves, e algumas integrantes do Bloco e alguns apoiadores, homens negros. Mesmo o Bloco das Pretas ser composto por mulheres negras, mas recebem também o apoio de homens negros, dando suporte administrativo e político do Grupo. Mas na hora de discussão interna entre mulheres, como por exemplo, quando vão falar de machismo, precisam de um olhar feminino sobre o assunto. Portanto os homens não participam destas discussões. Continue reading

DIÁRIO DE BORDO – 2º MOMENTO 08/03/2014

Em 8 de março de 2014, o Dia Internacional da Mulher, acompanhamos pela redes sociais que o Bloco das Pretas foram as ruas e fizeram sua marcha expondo suas ideias, indignações e protestando sobre problemas ainda maiores pela Copa 2014 no Brasil, sem preocupações do governo brasileiro na saúde, moradia, transporte e educação. E sem deixar de focar em problemas que sofrem mulheres negras, também falaram da desvalorização da beleza negra, e exploração sexual de mulheres negras e mercado de trabalho e dificuldade do abordo. Continue reading

DIÁRIO DE BORDO – 1º MOMENTO 26/02/2014

A escolha do de falar sobre o feminismo foi iniciada na sala de aula da Faculdade UNA no Campus Liberdade, numa quarta feira, dia 26/02/2014 , estávamos  (Amanda Silva, Felipe Corsino, Karine Fernandes, Igor Gontijo, Rute Abreu, Silvia Lima e Monaliza Vitor) reunidos para escolher qual tema e grupo identitário mais próximo a região de Belo Horizonte, iríamos desenvolver para o trabalho final neste semestre. Continue reading

Frente de Mulheres Bloco das Pretas – Coletivo de Estudantes Negras

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“O Bloco das Pretas” é um grupo Feminista Negro que se destaca por também defender a causa antirracista, que é outra causa que visa defender a igualdade entre todos os seres. A luta pelo reconhecimento é permanente e vai além do preconceito de cor, gênero ou qualquer outro.

O Bloco das Pretas é composto pela frente de mulheres Negras do Coletivo de Estudantes Negras (CEN), associado à UFMG para discutir inicialmente a presença do negro dentro da Universidade. Continue reading

Feminismo Negro

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O Feminismo Negro é um movimento social e um segmento protagonizado por mulheres negras, com o objetivo de promover e trazer visibilidade às suas pautas e reivindicar seus direitos. Enquanto as mulheres brancas buscavam equiparar direitos civis com os homens brancos, mulheres negras carregavam nas costas o peso da escravatura, ainda relegadas à posição de subordinadas; porém, essa subordinação não se limitava à figura masculina, pois a mulher negra também estava em posição servil perante à mulher branca. Continue reading

Tipos de Feminismo

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Quando falamos em feminismo, temos tipos definidos. Vamos conhecer algum deles:

Há um feminismo inspirado pelo trabalho e pela atuação das primeiras feministas que acreditavam que as mulheres, por serem, tanto quanto os homens, indivíduos pensantes e morais, devem ser responsabilizados pelos seus próprios atos, esse é chamado de feminismo individualista. Portanto se define pela igualdade como tratamento igual perante as leis e defende a mudança das palavras homem e mulher. Continue reading